quinta-feira, 25 de junho de 2009

Em Cuba, educação é prioridade


HAVANA - A economia parou no tempo, mas os cubanos se orgulham na hora de falar dos bons índices sociais, como forma de equilibrar a balança. Com 97% da população alfabetizada, o país de 11 milhões de habitantes oferece educação gratuita, obrigando os estudantes a freqüentar a escola por, pelo menos, nove anos. Esse é o mínimo exigido para se conseguir qualquer trabalho que não cobre conhecimento técnico.

— É como um brasileiro sem CPF. Se um cubano não tem os nove anos de estudo, não é ninguém — explica um jornalista.

No entanto, é proibido por lei abrir negócio próprio, como consultório médico, e lucrar com a profissão, para que não haja enriquecimento. Em Cuba, um engenheiro, por exemplo, pode trabalhar por conta própria, conseguindo autorização do governo para ter um restaurante ou ser taxista, mas não tem o direito de abrir uma empresa na sua área.

Pais podem ser presos
Durante o ensino básico, os estudantes permanecem nas escolas das 8h às 16h30m, intercalando aulas teóricas com atividades esportivas e culturais. Alimentação e livros são de graça, mas se as crianças não comparecerem, os pais podem ser multados, repreendidos em público ou, em último caso, presos.

Depois, a vida acadêmica pode ser trilhada pelo ensino técnico ou pré-universitário, que dura mais três anos. O próximo passo é a universidade (pelo menos cinco anos).
Segundo dados oficiais, há 606.323 estudantes universitários (79% deles em sedes municipais). Para quem vive no Brasil, os números causam inveja: 30 mil pessoas trabalham em pesquisas científicas e, para cada mil habitantes, há 1,8 pesquisadores e engenheiros.

Cultura da revolução até na escola

Na Escola de Medicina, há 200 brasileiros que ganham livros de graça e ainda 100 pessoas No lugar de propaganda para o consumo, o apelo é ideológico: "Sem educação não há revolução possível", diz um outdoor instalado na província de Sancti Spíritus, na região central. Estamos a caminho de uma escola de instrutores de arte que, para receber os brigadistas da América Latina — que viajaram a Cuba pelo programa oferecido pelo governo — prepararam exposição de artes e apresentação musical, além de teatro e dança.

Nessa instituição, há 650 jovens, com idade a partir dos 15 anos, que terminaram o ensino básico e, depois de uma prova de habilidade, ingressaram na escola para estudar música, dança, teatro ou artes plásticas. Ali também há aulas de informática, literatura, espanhol, inglês, entre outras disciplinas.

— Daqui, sairão como instrutores de arte, com a missão de massificar a cultura — diz um dos 73 professores da escola, que oferece alimentação e alojamento gratuitos, além de uma coordenação integrada: alunos ajudam na direção.

Para se despedir dos convidados, uma homenagem aos brasileiros. Com banquinho e violão, dois alunos cantaram Desafinado, de Tom Jobim, arrancando aplausos da platéia.

Também faz parte do programa visitar a Escola Latino-Americana de Ciências Médicas (ELAM), próxima a Havana. Afinal, medicina é uma das especialidades da ilha. Na instituição, dois mil alunos estrangeiros têm bolsa de estudo, sendo 200 brasileiros, com direito a alimentação, alojamento e livros gratuitos, além de 100 pesos cubanos por mês.

Quando o assunto é educação, a frase de José Martí, ícone da independência, está na ponta da língua: "Ser culto é o único modo de ser livre”, dizem, se o tema vem à tona.

VOCÊ SABIA?
Participação

Segundo dados oficiais, as mulheres representam 66% da força de trabalho qualificada. Setenta por cento dos fiscais são do sexo feminino.

Indústria
De acordo com o economista Alejandro Aguilar, chefe do setor interno do Instituto Nacional de Investigações Econômicas, 33% dos cargos nas indústrias do país são preenchidos por mulheres.

Trabalho
As mulheres representam 63,3% dos graduados em universidades, 70% dos professores e 71% dos trabalhadores da área da saúde.


Licença-maternidade
Se a mulher ganha mais do que o marido, o homem poderá cuidar do bebê durante a licença-maternidade, que pode chegar a um ano.

Crianças
Quando há eleições, a vigilância dos locais de votação é feita pelas crianças, para que desde pequenas aprendam noções de civismo. A informação é de Jorge Lezcano Pérez, assessor da presidência da Assembléia Nacional do Poder Popular.

Treinamento
Desde os cinco anos, as crianças cubanas podem participar de treinamentos num local chamado Acampamento de Pioneiros Exploradores. Lá, elas aprendem a sobreviver na selva somente com os recursos da natureza.

terça-feira, 23 de junho de 2009

PNE"s !


Deficiência Auditiva (DA)
Essa deficiência restringe a possibilidade de absorção de informações por via auditiva, podendo levar assim a uma série de dificuldades como a de interação com o mundo a sua volta.
Pessoas Portadoras de Deficiência Auditiva (DA) - São pessoas que possuem alguma condição de privação sensorial acarretando em uma alteração na percepção do mundo.
A perda auditiva pode ser leve, moderada, severa ou profunda de acordo com os resultados o teste de audiometria. (Graus de intensidade das perdas auditivas)
A grande adaptação para a prática esportiva reside na troca de sinais sonoros por sinais visuais. Em termos de Paraolimpíadas os DAs ainda não fazem parte e isso em parte se justifica por uma postura da própria organização esportiva internacional deles.

Deficiência Física (DF)

Pessoa Portadora de Deficiência Física (DF) – Segundo Bieler (1990), as PPDFs são indivíduos com alteração ou algum comprometimento do seu quadro motor como coordenação, locomoção ou movimento.
A DF refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, muscular e nervoso. Logo, ela pode ser congênita ou adquirida, tendo outras formas de caracterizar como fazer uma distinção em relação à localização da lesão (ex:neurológica do sistema nervoso central ou do periférico), à extensão da lesão (se é parcial ou completa), aos membros envolvidos (tetra ou paraplegia), à tonicidade da musculatura, entre outros. Porém depende do diagnóstico da pessoa para poder classificá-la.
Como a DF tem um leque grande de ocorrência, cada caso deve ser olhado individualmente.
A grande adaptação para a prática esportiva reside na classificação para a competição em bases justas de capacidades motoras. Em termos de Paraolimpíadas as PPDFs fazem parte e são responsáveis por uma enorme participação, bem como pela direção que o esporte paraolímpico mundial tem hoje.



Deficiência Mental (DM)

Como não há consenso entre os profissionais para compreender a DM, convivem hoje parâmetros diferentes vindos de épocas e prismas variados.
Conforme AAMR (Ass. Am. de Retardo Mental), o deficiente mental é considerado aquele que apresenta limitação na sua capacidade de resolver problemas e acumular conhecimentos, obtendo nos testes de inteligência um valor entre 70-75 ou menor (Funcionamento Intelectual), e apresentando limitações significativas em dois ou mais aspectos de suas capacidades necessárias para adaptar-se e interagir em um ambiente de acordo com sua faixa etária e cultural (Comportamentos Adaptativos).
Áreas do Comportamento Adaptativo: lazer; competências sociais; trabalho
comunicação; cuidados pessoais; auto-direção; comportamentos comunitários; saúde e segurança; autonomia em casa; funcionamento acadêmico;



Deficiência Visual (DV)

Pessoa Portadora de Deficiência Visual (DV) – Segundo Hoffmann (1999), é a pessoa que tem a anulação ou o sério comprometimento da captação de informações ambientais pelo canal perceptivo da visão, categorizando seus portadores em cegos ou com visão subnormal, respectivamente.
Ela pode ser congênita ou adquirida.
Há a pessoa cega, para quem tem perda total, e a de visão subnormal, para quem tem parcial capacidade visual (acuidade e campo), como por exemplo, perceber se está claro ou escuro, perceber alguma forma grande sem definição. Existem crianças que têm problema de visão grande e que precisam usar lentes especiais para poder enxergar, mas não são consideradas DV.
Acuidade Visual - Percepção visual.
Campo Visual - Área de alcance da visão. O comum é as pessoas terem até 180 graus e ter de 0 até 20 graus para ser considerado DV.
Já no esporte adaptado competitivo para as PPDVs, o IPC junto com a IBSA prevêem três classes para todas as modalidades, dentro do sistema de classificação funcional. Estas classes são baseadas na acuidade visual do atleta e mantêm a mesma filosofia do sistema de classificação clínico.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A QUADRILHA ! HUM !!!! HAN !!!! O QUE !!!!! SEI !!!!!

A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A "quadrille" francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da "contredanse", popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A "contredanse" se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina , surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.

A "quadrille" veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).

Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.

O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil como na Europa entre os começos do Romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras tais que o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica duma certa maneira o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.

No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.

Desde do século XIX e em contato com diferentes danças do país mais antigas, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes:

"Quadrilha Caipira" (São Paulo)
"Saruê", corruptela do termo francês "soirée", (Brasil Central)
"Baile Sifilítico" (Bahia)
"Mana-Chica" (Rio de Janeiro)
"Quadrilha" (Sergipe)
"Quadrilha Matuta"
Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha encontram-se o acordeão (acordeom), pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.

Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.

Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do nordeste(indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João européias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial juntamente com a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

MARCAÇÃO QUADRILHA

Para quem está procura da marcação para o momento da quadrilha, aqui vai a dica.

Depois de casar os noivos, começa o arrasta-pé.

1- Vamos entrando! Os pares entram de braços dados no arraial, as damas a esquerda dos cavalheiros. Os noivos ficam na frente da fila. Depois, damas e cavalheiros se separam, formando uma fila de cada lado.

2 - Cavalheiros cumprimentam as damas! Com os braços atrás das costas, os cavalheiros se aproximam de suas damas e as cumprimentam tirando os chapéus. Depois, voltam de costas para os seus lugares.

3 - Damas cumprimentam cavalheiros! Agora é a vez das damas irem até os cavalheiros para cumprimentá-los. Elas também voltam de costas para os seu lugares.

4 - Balance - As duas filas se aproximam e os pares requebram frente a frente.

5 - Tour! Os pares dançam juntos, girando sem sair do lugar.

6 - Começa o passeio! De braços dados, os casais saem andando até formarem um círculo.

7 - A grande roda! Todos formam uma roda e giram para a direita.

8 - Damas ao centro! As damas passam para dentro do círculo formando uma roda. As damas giram para a direita e os cavalheiros para a esquerda.

9 - Cavalheiros procuram suas damas! As damas param e os cavalheiros continuam rodando até alcançarem suas companheiras. Eles param a direita delas.

10 - Coroar! De mãos dadas, os cavalheiros levantam os braços, passando-os por cima da cabeça das damas. Depois, damas e cavalheiros giram para a direita.

11 - Cavalheiros ao centro! Todos formam a grande roda de novo. Depois, os cavalheiros passam para dentro do cí­rculo e giram para a direita. As damas giram para a esquerda.

12 - Damas procuram seus cavalheiros! Cavalheiros param e damas continuam rodando até alcançarem seus parceiros. Elas param a esquerda dos seus cavalheiros.

13 - Coroar! De mãos dadas, as damas levantam os braços passando-os por cima da cabeça dos cavalheiros. Todos giram para a direita.

14 - O caracol! Forma-se uma nova roda. Depois, o noivo solta a mão direita e vai puxando os outros para dentro da roda, formando um caracol. Chegando ao centro, ele faz o caminho de volta. Os que forem saindo do caracol formam uma fila única.

15 - Caminho da roça! Todos saem dançando, sempre em fila.

16 - Olha a chuva!Cobrindo a cabeça com as mãos, todos dão meia-volta e começam a andar para o outro lado.

17 - É mentira! Todos voltam dizendo "Aaahhh!".

18 - Olha a cobra! Os dançarinos pulam, gritam e dão meia-volta.

19 - Já mataram! Os participantes voltam dizendo "Aaahhh!"

20 - Continua o passeio! Os pares continuam o passeio de braços dados, com os noivos na frente.

21 - Atenção! Preparar para o travessia! Sem parar de dançar, os pares se dividem. Um casal vai para a direita e outro vai para a esquerda, formando duas filas.

22 - Travessia de damas! Ao ritmo da música, as damas aproximam-se umas das outras, balançando as saias com as mãos, e então se cumprimentam. 23 - Agora é a vez dos cavalheiros! Os cavalheiros se cumprimentam.

24 - Preparar o galope! Os casais se abraçam como se fossem dançar.

25 - Começar! O primeiro casal de uma fila (os noivos) e o último casal da outra fila trocam de lugar, dançando bem rápido. Quando terminarem, os dois outros casais seguintes trocam de lugar. E assim por diante até todos mudarem a fila.

26 - Descruzar! Da mesma maneira, os noivos recomeçam a troca e todos voltam aos seus lugares.

27 - Continua o grande passeio!De braços dados, os casais formam uma fila e passeiam em ziguezague.

28 - Olha o túnel! Os noivos ficam frente a frente e, de mãos dadas, levantam os braços. O casal seguinte passa por baixo e, em seguida, também ajuda na formação do túnel e assim por diante. Quando o túnel estiver totalmente formado, os noivos o atravessam e continuam o passeio. Os outros fazem o mesmo.

29 - Agora, a despedida! Em fila, os pares vão se despedindo dos convidados. As damas acenam com as mãos e os cavalheiros com os chapéus.